Startup desenvolve aplicativo para promover exposições arqueológicas em realidade aumentada

As peças arqueológicas mais importantes e conhecidas da história ao seu alcance, bastando apenas mirar a câmera de seu celular em uma imagem ilustrada. Essa é a premissa da Nabuco Inc, startup criada pelo aluno de arqueologia Michael Marques, que promove exposições interativas em realidade aumentada, a partir do uso de um aplicativo. A iniciativa busca utilizar recursos tecnológicos na educação e ensino de arqueologia, além de tornar mais acessível artefatos presentes em grandes museus ao redor do mundo.

startup surgiu com a vontade de Michael em levar cultura de uma maneira mais fácil às pessoas. Morador da Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o estudante sempre conviveu com a falta de incentivo cultural e dificuldade de acesso a museus e centros culturais, normalmente localizados na Região Central-Zona Sul da cidade. “Para uma pessoa que assim como eu mora em regiões mais carentes como Zona Norte e Zona Oeste, fica muito difícil ter acesso ao acervo de museus estrangeiros e, às vezes, até do Brasil. Como consequência, nós ficamos excluídos desse tipo de informação e aprendizado”. Após um estágio no Núcleo de Estudos das Américas (Nucleas), ele teve a ideia de criar um aplicativo que pudesse reproduzir peças e artefatos arqueológicos em realidade aumentada, utilizando como matéria prima a digitalização das originais.

O aplicativo é holográfico e conta com uma assistente virtual chamada Mary, capaz de falar em inglês, português e espanhol. Para funcionar, os artefatos arqueológicos são escaneados, previamente, em 360°. Em seguida, são disponibilizados pelos próprios museus de origem, por meio de parceria. É o caso do Museu Britânico, localizado em Londres. Essas imagens ficam armazenadas em um banco de dados e associadas a uma versão ilustrada que é impressa e utilizada como material da exposição. O aplicativo então lê as imagens, produzindo um holograma da peça original em 3D e alta definição. “O que a Nabuco Inc proporciona para as pessoas é a oportunidade de ter acesso a esses conteúdos e de graça. Com o aplicativo é possível levar cultura para qualquer lugar”, destaca Michael, que também é responsável pela curadoria das exposições.

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Iniciada em 2018, a empresa teve sua estreia na exposição “América Antiga em Realidade Aumentada”, durante o VI Congresso Internacional do Núcleo de Estudos das Américas, que ocorreu entre os dias 27 e 31 de agosto na UERJ. A exposição teve ótima repercussão e, logo após, surgiu mais um convite para exibição, só que dessa vez do outro lado do Atlântico. Na Espanha, foram duas exibições da agora “Exposición América Antigua en Realidad Aumentada”. Uma delas na Casa de Colón (Casa de Colombo), que hoje funciona como Museu dedicado ao estudo, investigação e difusão da história das Ilhas Canárias e sua relação com a América.

Atualmente, a startup tem parceria com o Ecomuseu Ilha Grande, onde promoveu a exposição com o tema “As Grandes Civilizações da América”, em maio de 2019. A mesma será exibida novamente em Ilha Grande na programação da XVIII Semana do Meio Ambiente, entre os dias 3 e 7 de junho. Nos planos estão a criação de um Museu Virtual, em conjunto com o Departamento de Arqueologia, e mais exposições em realidade aumentada, uma delas no bairro de Bangu. Será a primeira exposição sobre Arqueologia da História da Zona Oeste.

 

Foto: Pixabay

Fonte: UERJ

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