Brasileiros vivem, em média, 30 anos a mais que em 1940

O brasileiro está vivendo mais, segundo informações divulgadas na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. De 1940  a 2018, a expectativa de vida do brasileiro aumentou, em média, 30,8 anos: passou de 45,5 anos para 76,3 anos.

O processo vem se sustentando e aumentando além das expectativas dos pesquisadores, conta o geriatra e professor da Faculdade Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Paulo Formighieri. Mas o professor alerta para o fato de esse maior tempo de vida não vir necessariamente acompanhado da mesma qualidade de vida.

Formighieri conta que existem movimentos e iniciativas voltadas para essa nova realidade. Mas, como a mudança vem ocorrendo de forma muito rápida, a pressão por serviços específicos para atender a essa população deve crescer, exigindo atualização de vários setores. O professor explica que o aumento dessa demanda estava previsto, mas não de modo tão rápido e por tanto tempo. Para ele, ainda  não está claro até quando vai essa tendência.

Como forma de ampliar esses serviços específicos, recentemente, em Ribeirão Preto, foi reativada a subregional da Abraz, a Associação Brasileira de Alzheimer, entidade criada com a ideia de apoiar o cuidador e o familiar e proporcionar o desenvolvimento do conhecimento do Alzheimer e de outras demências. Para além do apoio e capacitação, a Abraz pode contribuir para desfazer o estigma de que a demência é algo que faz parte do envelhecimento.

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A principal atividade da Abraz em Ribeirão Preto são as reuniões mensais e palestras que acontecem no Eceu, Espaço de Cultura e Extensão Universitária da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, que fica na Avenida Nove de Julho, 980.

Ouça no link abaixo a entrevista na íntegra.

 

Áudio: Rádio USP

Foto: Benjamin Balazs por Pixabay

Fonte: Jornal da USP

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