Banco de leite humano: Brasil será exemplo para o Brics

O Brasil servirá de modelo para a China, Rússia, Índia e África do Sul, países que compõe o Brics, para a coleta e distribuição de leite materno. A medida foi anunciada, na última sexta-feira (25/10), em Curitiba (PR), durante a reunião de ministros da Saúde dessas nações, com a criação da 1ª Rede de Bancos de Leite Humano do Brics. A iniciativa é pioneira e será possível a partir do compartilhamento da experiência do Brasil, que possui a maior e mais complexa Rede de Banco de Leite do mundo, coordenada pela Fiocruz. Além do ministro da Saúde, Luiz Mandetta, participaram da reunião de ministros do Brics a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, e o coordenador da Rede Global de Banco de Leite Humano, João Aprígio.

Durante o evento, foi anunciada a criação da 1ª Rede de Bancos de Leite Humano do Brics (foto: Agência Saúde)

 

“O Brasil tem tecnologia de organizar redes de bancos de leite humanos que reduza o tempo de permanência em UTIs de bebês prematuros e, com isso, melhorando os índices de mortalidade infantil. Agora, teremos uma Rede de Banco de Leite Humano em todo o Brics. Todos os países devem adotar o modelo brasileiro”, destacou o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta.

A rede brasileira alia baixo custo com alta qualidade e é responsável por coletar e distribuir leite materno, com controle rigoroso, a recém-nascidos de baixo peso. O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os seis meses de vida, protegendo-o contra doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. Assim, é uma estratégia importante para redução de mortes em bebês.

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Há 225 Bancos de Leite Humano no país, sendo que cada um dos 26 estados e o Distrito Federal possui pelo menos um. A importância da criação da Rede de Banco de Leite Humano já havia sido levantada durante o 1º Workshop do Brics sobre Leite Humano, realizado em agosto, na Fiocruz Brasília, como uma das atividades da presidência temporária do Brasil.

Brics: 42% da população mundial  

Juntos, os cinco países que fazem parte do Brics concentram 42% da população mundial. E se reuniram nesta sexta-feira, em Curitiba (PR), para discutir parcerias e compartilhar experiências na área de promoção da saúde e prevenção de doenças. Ao final do encontro, os ministros assinaram a “Declaração da IX Reunião de Ministros da Saúde do Brics”, que prevê compromissos a serem seguidos pelos países.

O Ministério da Saúde do Brasil se comprometeu ainda a investir R$ 16 milhões, cerca de U$ 4 milhões, para financiar o desenvolvimento de pesquisas sobre tuberculose no âmbito do Brics. A ideia é fomentar novas intervenções, esquemas terapêuticos e medicamentos, além de novos métodos de diagnóstico e acesso ao tratamento da doença. A chamada pública deve ser lançada até o final do ano e contemplará instituições brasileiras que atuarão em parceria com outros pesquisadores dos países que integram o bloco.

 

Texto: Amanda Costa (Agência Saúde, com edição da Fiocruz Brasília)

Foto: Pixabay

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

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